GARRAS
-José Maciel-
Venha loba ferina...
recolha as suas garras
que para ti não preciso
de chicote, nem de amarras.
Seja dócil para mim,
não fique indiferente,
que eu trago como presente,
em sentido figurado,
gostoso pote de mel.
Vou servir-te às colheradas,
e elas vão representar
todo sentimento nobre,
que eu nutro por ti.
Uma colher de atenção,
em outra vai meu carinho,
e a minha emoção.
Nesta vai o meu beijinho,
repleto de frenesi,
que sinto quando estou,
bem juntinho de ti.
É assim, minha dócil loba,
que eu quero te conquistar
Dar-te mel do meu potinho,
dar-te beijos e carinhos,
assim eu vou te domar.
E quando estivermos bem juntos,
pode afiar tuas garras,
me arranhar quanto quiser
que eu não vou gemer de dor.
Muito pelo contrário,
eu vou gritar de prazer
vou me contorcer e rolar,
com o prazer do teu amor.
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